De uma maneira geral,
Portugal, tem, no contexto da União Europeia, um dos mais baixos índices
de penetração e utilização da Internet (comércio
electrónico, relacionamento com o administração, etc.). Esta
situação é particularmente acentuada no interior e, apesar
de não existirem estatísticas desagregadas ao níveis dos
municípios, existe uma percepção que os factores críticos
relacionados com a participação na sociedade da informação
são a mobilização da população, a acessibilidade
às novas tecnologias, a construção de competências
e, principalmente, o incentivo, o financiamento, e a institucionalização
dos mecanismos de apoio nas regiões menos favorecidas.
Por outro lado, é necessário potenciar
e aproveitar a concentração de jovens estudantes da região
e modernizar sustentadamente a sociedade e o tecido empresarial da região.
Atrair e/ou fixar empreendedores e investidores é uma necessidade de desenvolvimento,
que passa também pelo aprofundamento das relações transfronteiriças
com Espanha. A generalidade das Autarquias desta região, como um pouco
por todo o país, tem um nível ainda elementar de recursos e de utilização
dos mesmos no âmbito das tecnologias da informação e comunicação,
podendo diagnosticar-se assim a actual:
Correio Electrónico
Na maioria das Câmaras o correio electrónico restringe-se a uma caixa
de correio geral. Não está ainda institucionalizada uma utilização
alargada, quer interna quer externa. O défice de meios tecnológicos
e a utilização ainda condicionada dos meios informáticos
são os principais responsáveis pela actual situação
nesta matéria.
Acesso à Internet
O controlo de custos, a segurança e em muitos casos o impacto (considerado
negativo, por alguns) na produtividade dos colaboradores são os factores
que levam a que na generalidade das Câmaras o acesso à Internet seja
pontual e feito essencialmente através de linha telefónica comutada.
Esta é uma das áreas em que deverá ser feito um significativo
esforço de abertura das Autarquias ao exterior.
Necessidade de Integração
De uma forma geral verifica-se uma utilização generalizada do MS
Office e das aplicações camarárias fornecidas pela AIRC ou
Medidata, não se verificando, no entanto, a integração necessária
para que sejam produzidos e transpostos, de forma eficiente para a Internet, os
dados e serviços a colocar à disposição do munícipe.
Na generalidade dos casos não existe qualquer integração
com sistemas de gestão documental ou de fluxos de trabalho, sistemas de
informação geográfica (SIG) ou qualquer abertura a canais
de acesso externo. A informação existente na maioria dos sites das
autarquias é de natureza institucional, sendo em poucos casos estimulada
a geração de sugestões e/ou o pedido de informações.
O trabalho a desenvolver deverá levar à adopção de
uma plataforma tecnológica integradora de toda a informação
e sistemas que contribuam para o funcionamento eficiente das autarquias, quer
a nível das decisões, quer ao nível operacional dos serviços.
Presença na Internet
No referente à presença na Internet apenas 7 Municípios dispõem
de sítio na Internet. A presença das Autarquias desta região
na Internet, como na generalidade das Autarquias nacionais, necessita de um rápido
desenvolvimento, apostando cada vez mais no relacionamento on-line com os munícipes
numa perspectiva cada vez mais interactiva e transaccional. Desempenhando a Internet
um papel cada vez mais importante na aproximação ao cidadão,
os sites das autarquias constituem um veículo determinante para gerar interactividade
e melhorar a qualidade do serviço prestado. Os sítios existentes
actualmente não revelam qualquer articulação entre si, dispondo
de escassas funcionalidades transaccionais, excepto no caso de Castelo Branco,
e reduzida interacção com os cidadãos. |