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SITUAÇÃO ACTUAL DA REGIÃO
Situação Actual da Região Potenciais Constrangimentos e Gestão de Mudança
 
Os potenciais constrangimentos dependem do contexto de cada uma das áreas urbanas (ou rurais). A Comissão Europeia, baseada no texto “European Spatial Development Perspective (ESDP)”, identificou 5 diferentes tipos de configurações espaciais urbano-rurais no Portugal continental:
 
• Região dominada por uma metrópole – que é o caso de da região de Lisboa;
• Região policêntrica com grande densidade urbana e rural – corresponde aproximadamente à área metropolitana do Porto;
• Áreas rurais sob a influência de uma metrópole – apresentam esta configuração Leiria, Santarém, Portalegre e Beja;
• Áreas rurais com cidades médias e pequenas – é o caso de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Aveiro, Viseu, Coimbra, Setúbal, Évora e Faro.
• Áreas rurais remotas – Bragança, Guarda e Castelo Branco.
 
As especificidades de cada uma das regiões, relacionadas com vários factores como por exemplo, a geografia, a demografia e a economia, entre outros, pode determinar o tipo e o nível do impacto que as tecnologias de informação podem ter entre o governo local e a sociedade civil. De uma maneira geral, os novos modelos de desenvolvimento regional visam o estabelecimento de redes equilibradas de cidades dinâmicas, atractivas e competitivas (regiões policêntricas), ou seja, sem o domínio de uma área urbana específica sobre as outras áreas circundantes.
 
 
Nas cidades médias, como é caso mais frequente em Portugal, esta competitividade, segundo Tornqvist (citado por Carvalho, 2003), necessita da satisfação de algumas condições:
 
• Boas redes de comunicações internas e com o exterior;
• Nível de instrução e capacidade de investigação acima da média;
• Ambiente residencial atractivo para os segmentos qualificados da população activa;
• Diversidade significativa de oportunidade de emprego;
• Núcleo urbano central eficiente;
• Forte apoio às actividades de ambiente cultural;
• Empenhamento activo das instituições públicas na vida da cidade.
 
No actual ambiente caracterizado pela globalização e desmaterialização da economia, associado ao surgimento da sociedade de informação, estas condições, apesar de necessárias, já não são mais suficientes. Também será necessário:
 
• Desenvolver um habitat propício à inovação à aprendizagem contínua e à criação competências específicas relacionadas com a dinâmica sócio-económica do território;
• Criação de redes empresariais, formais e informais, que possam responder com maior velocidade/flexibilidade à evolução das indústrias, dos mercados e dos consumidores;
• Compatibilizar o crescimento económico com a conservação do ambiente e com o reforço da coesão social;
 
As novas tecnologias de informação podem promover ou acelerar o desenvolvimento destas condições favoráveis ao desenvolvimento de regiões policêntricas, principalmente quando existir conectividade entre pontos de grande densidade de informação e acesso distribuído ao conhecimento, como é das cidades digitais. A implementação de plataformas digitais transversais e integradoras não deve se basear apenas na disponibilização de infra-estruturas físicas e lógicas a nível local e regional. As tecnologias digitais devem também servir simultaneamente como um elemento catalizador da mudança, como ponto de encontro entre os cidadãos e o governo local, e principalmente, como dinamizador da participação da Sociedade Civil no desenvolvimento territorial.

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