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Situação Actual da Região |
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Actualmente, existem diferentes modelos, conceitos
e representações de cidades digitais que, de certa maneira, reflectem
a grande diversidade e complexidade da vida urbana contemporânea. Por exemplo,
Kyoto Digital City propõe uma arquitectura em três camadas
constituídas por:
(a) informação e dados geo-referenciados, que podem ser históricos
ou sensoriais em tempo real, disponibilizados através de
(b) interfaces bi e tridimensionais povoadas de objectos animados – avatares,
transportes e outros – representativos da dinâmica das actividades
citadinas, que têm por principal objectivo promover
(c) a interacção entre os habitantes e os visitantes da cidade.
Outro conceito de cidade digital, bastante mais frequente que o modelo anterior,
são os portais [por exemplo, www.digitalcity.com]
com guias e informações sobre os eventos, a gastronomia, os hotéis,
mapas, relacionados com determinados territórios geográficos. Algumas
destas cidades disponibilizam inclusive guias completos para descarregamento e
visualização de informações em PDAs [por exemplo,
www.vindigo.com]. Noutras áreas urbanas,
como é o caso do recente desenvolvimento urbanístico de uma das
últimas áreas livres na capital da Coreia do Sul, Seul, a ideia
de cidade digital está relacionada com o desenvolvimento de redes informáticas
suportadas por infra-estruturas avançadas de telecomunicações
digitais, fixas e móveis, que não só serão os principais
elementos estruturantes do desenho urbano da nova área urbana, mas sobretudo,
o próprio objectivo da sua construção será a produção
e o consumo de produtos e serviços baseados nas novas tecnologias digitais. |
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| A origem do termo cidade digital, no entanto, está associada
a um modelo diferente, o das comunidades virtuais de âmbito territorial.
Em 1994, um experimento, relacionado com a participação cívica
dos habitantes de Amesterdão em fóruns electrónicos durante
as eleições locais (através de uma BBS – Bulletin
Board System), foi designado como Der Digitale Staadt – The Digital
City. A iniciativa atraiu um grande número de utilizadores nas primeiras
semanas (10.000) e desde então evoluiu rapidamente, tornando-se um dos
primeiros provedores de acesso, correio electrónico e conteúdo digital
na Holanda. |
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| Em Portugal, as iniciativas de criação das cidades
digitais seguem ainda um outro modelo, baseado principalmente no aumento da acessibilidade
à sociedade da informação e na modernização
administrativa dos serviços das autarquias locais. Os vários projectos
nacionais em fase de desenho ou implementação incluem frequentemente
conteúdos ou serviços transaccionais relacionados com o ensino,
a saúde, o ambiente, o turismo ou outras actividades económicas,
mas toda a arquitectura de informação está centrada no governo
electrónico local. Um desafio complementar interessante foi a criação
de um nível regional, ou seja, as regiões digitais, que são
mais abrangentes, e, por isso, podem proporcionar o alinhamento estratégico,
político, financeiro e técnico dos vários projectos municipais
através de iniciativas integradas, aumentando significativamente a possibilidade
de sucesso e de adesão por parte da população. |
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| Neste modelo, centrado nas necessidades de modernização
dos promotores, liderados pelas autarquias locais, e não nas necessidades
reais dos cidadãos, os projectos correm o risco de ficarem limitados à
instalação de equipamentos e tecnologias para o eventual aumento
da eficiência das organizações, sem levar em consideração
a eficácia dos procedimentos, em relação aos utilizadores,
que estão a ser digitalizados. As mudanças organizacionais, o melhoramento
dos fluxos internos de trabalho e a transmissão de conhecimento ao nível
dos promotores das iniciativas são normalmente relegados para um segundo
plano. É necessário conjugar os esforços no sentido de, primeiro,
colocar cidadão como o principal foco das estratégias de desenvolvimento
e, posteriormente, alinhar as tecnologias, os processos e as organizações
com esta mesma estratégia, do contrário, será muito difícil
mobilizar a população para a adopção das novas tecnologias
de informação e comunicação no âmbito das cidades
digitais. |
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| A proposta de valor do projecto Beira Baixa Digital é
a integração equilibrada de vários aspectos sócio-económicos
relevantes para a região com a mobilização da sociedade civil
para a promoção da sociedade de informação, o aumento
da competitividade territorial e a aprendizagem ao longo da vida. |
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