3.2 Aspectos fundamentais de implementação
Para o estudo dos aspectos fundamentais para a implementação de um produto multimédia existe um conceito relativamente difundido na área do desenvolvimento de software que convém reter e desenvolver: engenharia dos procedimentos ergonómicos. Este campo situado nas áreas tecnológicas tem visto desenvolver-se a massa crítica de investigação que cobre aspectos relacionados com expectativas, comportamentos e preferências do utilizador. Na engenharia dos procedimentos ergonómicos pode-se usar um certo número de métodos para se determinar se um dado produto é utilizável pelo público-alvo ao qual se destina.

Independência e reutilização
O conceito de independência é recorrente na metodologia de implementação de interfaces. Um objectivo importante a alcançar é a utilização das mesmas ferramentas de desenvolvimento em muitas aplicações diferentes, a fim de que as ferramentas possam promover a independência de cada aplicação. O exemplo mais divulgado deste conceito está subjacente à ferramenta de programação de alto nível, como por exemplo, o Director da Macromedia, utilizado em múltiplas aplicações.
Um segundo objectivo a alcançar pelo engenheiro de software é a capacidade de ligar vários dispositivos de input output à mesma aplicação, sem que tal facto a modifique, a fim de se promover a independência dos dispositivos.
O terceiro objectivo consiste em reunir diferentes tipos de utilizadores face à mesma aplicação, usando interfaces diálogo tipificadas, mas sem que para cada grupo seja necessário implementar um desenho de interface especial para cada um, sejam caloiros ou veteranos, a fim de se promover a independência dos utilizadores.
Estas três formas de independência ajudam à reutilização das ferramentas de engenharia de software que se podem voltar a usar uma e muitas vezes, minorando assim custos económicos.

Independência da aplicação
O conceito de independência da aplicação deve ser cuidadosamente analisado pelo engenheiro de software. Como regra primeira o conceito estabelece que deve haver uma total separação entre o objecto interface e o objecto "motor de programação". A programação do objecto interface comunica com o motor da aplicação através de um conjunto de funções de chamada que inclui parâmetros de chamada, bases de dados partilhadas, ou rotinas de IPC (interprocess communication). O sistema de comunicação entre o controlo de informação e a base de dados é criado através de um conjunto de rotinas de comandos de linguagem.
Sempre que existe uma real independência entre a aplicação e a interface, qualquer uma delas poderá ser modificada sem que essa modificação acarrete interferências indesejadas na outra.
Todos os que programam com recurso a ferramentas de alto nível não se apercebem de que o motor da ferramenta realiza de forma automática este conceito de independência. É porém importante ter uma noção do que acontece nas áreas menos visíveis de funcionamento do sistema.

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